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Sintra Capital do Romantismo - www.sintraromantica.net

Após tomar posse do Castelo de Sintra, D. Afonso Henriques concedeu privilégios e carta de foral a trinta povoadores, em 1154, que ali passaram a viver incrementando a vida no interior do castelo, e, simultaneamente mantendo uma força beligerante atenta e pronta para qualquer eventualidade.
Uma das primeiras medidas tomadas após a conquista de território aos mouros era providenciar a construção de estruturas religiosas que permitissem servir as necessidades espirituais da comunidade. No caso de Sintra, essa situação verificou-se logo no início da segunda metade do século XII. Uma pequena capela, de evidente estilo românico, construída entre as duas muralhas da fortaleza, e votiva a São Pedro, foi a sede da freguesia durante longos anos.
O pequeno templo esteve durante séculos ao serviço de grande parte da população que habitava as áreas de Sintra e Cascais, tendo funcionado, julga-se, até meados do século XV. A partir desse momento vários factores terão contribuído para o abandono progressivo da igreja. Uma das razões poderá estar relacionada com a fundação, no século XIV, de uma nova igreja matriz, devotada a São Pedro de Penaferrim, situada numa das vertentes da serra e, por conseguinte, mais próxima não só da corte que aqui estanciava com frequência, mas também do centro administrativo da Vila de Sintra.
Já no século XIX, o Rei Artista, D. Fernando II, ordenou o restauro e consolidação do monumento.
Esta intervenção foi fundamental, uma vez que assim se evitou o colapso total do monumento.
De planta longitudinal, a capela, é composta pela justaposição de dois corpos rectangulares: um correspondente à capela-mor e o outro ao corpo da igreja. Actualmente apenas a capela-mor se encontra coberta, a nave encontra-se sem qualquer protecção. As paredes, de aparelho rústico, são de granito.