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Sintra Capital do Romantismo - www.sintraromantica.net

Apenas podemos falar da Igreja Paroquial de São Martinho a partir de 1283, ano em que lhe são ordenados e concedidos estatutos, os quais, no entanto, somente em 1306 tiveram aprovação. Estabeleceu-se, deste modo, todos os seus regulamentos e propriedades (destacando-se, dentre elas, as ermidas de São Romão de Lourel e de São Mamede de Janas).

Com o correr dos tempos, a Matriz de Sintra e sede da Real Colegiada de São Martinho terá sido alvo de diversas campanhas de restauro e beneficiação, realçando-se a levada a cabo durante o reinado de D. Manuel I.

Muito mais tarde, já no século XVIII, concretamente em 1755, temos notícia da construção de uma capela dedicada a Nossa Senhora dos Desamparados, com vista a ministrar serviço religioso aos presos da Cadeia.

Com o grande sismo ocorrido no dia de Todos-os-Santos, quer a pequena capela, quer a imponente Matriz sofreram bastante ruína. Da estrutura gótica apenas subsistiu parte da cabeceira poligonal dotada de arcos solia e onde se pode ler a lápide funerária de Margarida Fernandes e a base da galilé. Concluídos os trabalhos de reconstrução, apenas em 1773, a actual arquitectura desta igreja não é mais do que o resultado da sua fábrica setecentista, riscada pelo Arquitecto Mateus Vicente de Oliveira, um dos obreiros da Baixa Pombalina de Lisboa.

Do seu acervo, destacam-se três excelentes pinturas quinhentistas alusivas à vida de São Martinho de Dume, que decoram as paredes da nave, as quais, em meados de quinhentos, terão integrado o retábulo-mor.
A Matriz preserva ainda uma boa colecção de imaginária quinhentista e setecentista, de alfaias litúrgicas, com destaque para uma custódia manuelina, de pratas e de paramentos, conjunto este que se encontra reunido num pequeno museu instalado numa das dependências da Paroquial.

Horário de abertura:
das 14h00 às 17h00.

Encerra à Segunda-feira