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Sintra Capital do Romantismo - www.sintraromantica.net

Após a inauguração da via ferroviária Lisboa-Sintra, em 1889, Sintra sofreu importantes alterações no seu tecido urbano. Porém, a impossibilidade da própria Vila vir a ganhar mais terreno à Serra, conduziu felizmente à edificação de um novo bairro, relativamente afastado e denominado da Estefânia, em homenagem à Princesa Estefânia de Hohenzollern, mulher de D. Pedro V.

Assistiu-se, portanto, à deslocação do centro económico-social, que obrigou também à transferência das principais entidades administrativas que permaneciam instaladas num edifício do século XVIII, próximo do Paço Real.
Para a construção da nova Câmara optou-se por um lugar acessível, quer para a dita Vila Velha, quer para o burgo da Estefânia. Por isso, os modernos Paços do Concelho foram edificados entre ambos os bairros, no local onde, até então, se erguia a antiga ermida de São Sebastião.

A construção do novo edifício dos Paços do Concelho, iniciada em 1906, segundo projecto de Adães Bermudes, foi concluída em 1908. O edifício apresenta fachadas austeras, com janelas neo-manuelinas sobriamente decoradas. No alçado principal destaca-se, pela sua imponência, uma torre superiormente rematada por ameias, e por uma cobertura piramidal revestida com azulejos, os quais representam alternadamente a Cruz de Cristo e o Escudo Pátrio. No topo, surge, majestosa, a esfera armilar. Ladeiam esta curiosa cobertura quatro outras de menores dimensões, coroando «guaritas» que lhe formam os cantos. Nesse mesmo alçado, sobressai um balcão, pleno de arcos de feição manuelina, e encimado por um frontão em que se inscrevem as armas municipais.

No interior abre-se um magnífico claustro, cujos varandins do piso superior apresentam rica ornamentação neo-manuelina e renascentista.