Pontos de vista definidos: InicialNorteSulEsteOeste                  Ver modelo isolado

Sintra Capital do Romantismo - www.sintraromantica.net

A história do Palácio de Monserrate é longa. Entre proprietários e arrendatários, comerciantes de têxteis e homens de letras, foram várias as figuras que contribuíram para o enaltecimento de tão nobre e belo monumento.
O primeiro nome que nos aparece é o de Frei Gaspar Preto, que após o regresso de uma peregrinação ao eremitério beneditino de Monserrat, na Catalunha, mandou aí erigir, em 1540, uma capela votiva a Nossa Senhora de Monserrate.
Em 1790 a propriedade foi arrendada a Gerard DeVisme, um rico comerciante detentor do monopólio do pau-brasil, que mandou construir no local um palácio acastelado neogótico, tão ao gosto da Inglaterra da época.
No ano de 1794, a quinta foi subalugada a um culto viajante – William Beckford, que passou algumas temporadas na Quinta de Monserrate. Contudo a Quinta, foi sucessivamente, e ao longo dos anos perdendo o brilho que lhe tinha sido conferido por DesVisme e, à última partida de William Beckford em 1799, a propriedade iniciou um ciclo de declínio acentuado.
Em 1855 a propriedade é vendida a um célebre comerciante têxtil inglês – Francis Cook. O projecto de reconstrução do novo palácio foi em 1858 encomendado aos arquitectos ingleses James Knowles, pai e filho. Toda a estrutura se ordena a partir de um corredor central, dividida por um pátio central de formato hexagonal, e que apresenta centralizado numa fonte. Os magníficos trabalhos de estuques, as bandeiras rendilhadas dos arcos quebrados, as placas de mármore e alabastro decorativas, as esculturas e os trabalhos em madeira, nomeadamente da biblioteca, os tectos, as abóbadas, enfim nenhum detalhe deixado ao acaso numa obra de referência única sem par noutras paragens do globo que nos deixa sem adjectivos para classificar tanta beleza artística.
O parque circundante, transformou-se num magnífico jardim exótico, idealizado pelo, também, inglês Burt, com espécies forais provenientes de várias partes do mundo. Os jardins do Palácio, e de acordo com a estética romântica, foram decorados com antiguidades que Francis Cook adquiriu nas suas viagens. Desde arcos indianos a sarcófagos etruscos e estatuária clássica, foram vários os elementos de valor histórico-artístico ali colocados. Tudo se articulava em cenários e ambientes irrealistas que permitiam inserir o observador numa qualquer cena romântica. O novo traço do palácio apresenta-nos, na sua arrojada arquitectura, sugestões indianas, góticas e mouriscas. O resultado é uma obra de arte magnífica.
Nos finais de 1929 a Quinta é colocada à venda, mas só em 1946, é adquirida pelo financeiro português Saúl Sáragga. Finalmente em Maio de 1949, o Estado Português adquiriu a propriedade, incluindo o Palácio e todos os seus bens. A propriedade é actualmente, gerida por uma Empresa Municipal, Parques de Sintra – Monte da Lua E.M.

Contactos
Tel. 21 923 73 00
info@parquesdesintra.pt
ticketing@parquesdesintra.pt
www.parquesdesintra.pt

Horários:
Abril – Setembro
09.30h – 20.00h – última entrada até às 19.00h
Outubro – Março
10.00 – 18.00 – Última entrada até às 17.00h