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O majestoso Palácio de Seteais é, há mais de dois séculos, parte integrante da exuberante paisagem histórico-artística da serra de Sintra. O local onde foi edificado faz dele um autêntico miradouro para a fascinante região saloia e no seu seguimento o imenso Oceano Atlântico.
Um local tão deslumbrante tinha que inevitavelmente ter uma lenda associada. O topónimo Seteais, segundo a narrativa, pode derivar de quando se dizia a palavra “ai”, o seu eco repetia-se por sete vezes e de “sete ais” a Seteais foi um passo. No entanto, sabe-se que antigamente aquele local se chamava Centeais por ser terra de centeio. É quase certo que o actual topónimo se deve a este antigo nome.
Nos finais do século XVIII, Daniel Gildemeester, que ocupava o cargo de cônsul da embaixada holandesa em Portugal, adquiriu os terrenos para aí edificar um palácio.
No dia 25 de Julho de 1787, data do seu aniversário, foi inaugurado o novo palácio de Seteais tendo como convidado um dos homens mais ricos de Inglaterra – o inglês William Beckford. O novo palácio harmoniza-se com a verdejante e exuberante paisagem de sonho que o rodeia, acrescido de lago e mirante que tornaram o local ainda mais belo. Gildemeester mandou conduzir água das nascentes da serra até ao Campo de Seteais para alimentar a casa, os jardins, os pomares e outras árvores que ali plantou.
Após a morte de Gildemeester, a sua viúva, D. Joanna de Goran, vendeu a propriedade ao 5.º Marquês de Marialva. O novo proprietário empreendeu obras de beneficiação em toda a propriedade. Começou por plantar uma grande quantidade de árvores e de solicitar o encerramento do Campo de Seteais o que provocou a revolta da população. A Câmara Municipal de Sintra, em 1801, no seguimento do aforamento do Campo de Seteais, aplica a proibição do encerramento do campo e determina a obrigatoriedade de manter sempre abertas duas portas francas para serventia do público. Situação que se verifica ainda hoje.
Ainda em 1801 foram efectuadas obras no palácio, nomeadamente nas cavalariças e um novo corpo simétrico foi acrescentado à parte setentrional do palácio já existente. A união entre os dois volumes foi feita através de um arco triunfal que o tempo transformou num autêntico ex-líbris de Seteais. O clássico traçado geométrico das duas fachadas, rigorosamente simétricas, encontra no arco central um equilíbrio notável, terminando num frontão ilusório, encimado por um medalhão de bronze com as efígies de D. João VI e de D. Carlota Joaquina. Por baixo, uma cartela de pedra bem lavrada ostentando uma epígrafe dedicada ao Príncipe Regente, decorada com florões.
O Estado português adquiriu a propriedade a 15 de Outubro de 1946, e em 1950 dá início às obras de adaptação a hotel pela Direcção dos Serviços dos Monumentos Nacionais. O Hotel Palácio de Seteais foi inaugurado quatro anos mais tarde e é hoje uma das mais famosas e luxuosas unidades hoteleiras de Sintra.