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Sintra Capital do Romantismo - www.sintraromantica.net

Um lugar tão especial, não passaria despercebido ao longo de séculos da existência humana sem que a ele estivesse relacionado uma qualquer história mais ou menos fantasiosa. Reza a lenda que certo dia andava uma pobre pastora, muda, a apascentar as ovelhas para aquelas bandas. Depois de uma ovelha branca se tresmalhar e fugir para o topo do monte, a pastora seguiu-a e encontrou uma linda menina acarinhando a pequena ovelha, e que lhe perguntou o que fazia ela ali naquele lugar, ao que a pastora respondeu que procurava aquele animal, falando pela primeira vez. A menina disse-lhe então que fosse para casa levasse o animal e lhe desse pão. A pastora lamentou a sua pobreza e disse à menina que não tinha pão na sua casa. Contudo a menina insistiu e disse que o deveriam procurar numa arca. A pastorinha assim fez. Ao chegar a casa surpreendeu os pais com a sua voz e a existência de vários pães numa arca onde era suposto não haver pão. Rapidamente se espalhou a notícia de que a pastora havia conseguido a faculdade da fala, não só na sua aldeia como nas aldeias vizinhas. Milagre, terá sido o que pensaram e acorreram ao alto do monte para ver se encontravam a tal menina. Em vez da menina encontraram, num buraco de pedra, a imagem de Nossa Senhora. Pegaram na imagem e levaram-na para a igreja de São Saturnino, não muito longe daquele local. Porém, a imagem, por três vezes desapareceu da igreja e, por três vezes, foi encontrada no topo do monte. Não havia que enganar, a imagem de Nossa Senhora queria ser venerada no topo daquele penhasco e por isso ficou a ser conhecida como Senhora da Peninha. Não se sabe ao certo o ano da construção da primeira estrutura, pensa-se que na segunda metade do século XVI, o resultado de várias esmolas foi aplicado para erguer uma ermida no topo do penhasco que a santa assinalara com a sua aparição. Depois de concluídas as obras, a imagem de Nossa Senhora, terá ali permanecido até 1673, altura em que o irmão Pedro da Conceição chegou à Peninha, e deparando-se com o estado de ruína começou por restaurar e ampliar a pequena ermida, com a ajuda das esmolas de vários fiéis e o patrocínio real de D. Pedro II.
O interior da capela foi totalmente decorado. A nave única está integralmente forrada com 42 painéis azulejares azuis e brancos. O altar-mor foi decorado segundo a estética barroca com embutidos de mármore. Destaque ainda para as colunas salomónicas que ladeiam o trono do altar principal e os dois altares laterais.
Em 1918, a propriedade é adquirida por António Augusto de Carvalho Monteiro, proprietário da Quinta da Regaleira. O novo proprietário mandou construir um pavilhão anexo à capela rematado por merlões, iludindo-nos a vista devido ao aspecto de fortaleza que a estrutura adquiriu com a introdução destes elementos decorativos.
Após a morte de Carvalho Monteiro, a propriedade foi adquirida pelo seu advogado, Dr. José Maria Ferreira Rangel de Sampaio. Após a sua morte, a propriedade passa para as mãos da Universidade de Coimbra que, em 1991, a vende ao actual Instituto de Conservação da Natureza.

Encerrada ao público
Marcação de visitas de estudo:
Parque Natural de Sintra-Cascais
Tel.: 21 924 72 00